25 abril 2013

Verdadeiras versões dos contos de fadas


Alguns dias atrás a Regina postou um matéria sobre a verdadeira história das princesas, que pode ver clicando aqui.
Isso me inspirou e me fez lembrar de outras histórias, e este é uma espécie de "parte dois" do post dela (Tirando o fato que eu nem avisei que eu faria isso).
Eu selecionei algumas histórias, bem interessantes na verdade.
Espero que gostem!

Pocahontas
Esta linda história de amor e aventura é baseada na verdadeira história da índia Pocahontas, que tem seu início em 1607, nos primórdios da colonização inglesa, o capitão inglês John Smith chega a Jamestown, pouco tempo após sua chegada o capitão é capturado por uma tribo indígena.  Ao dominar a língua nativa ele tenta inutilmente convencer o chefe da tribo a não matá-lo. Quando sua cabeça estava prestes a ser esmagada pelos tacapes, a jovem Pocahontas que no momento tinha por volta de 10 e 11 anos, intercede pela vida do prisioneiro e a reivindica para si.

Tempos depois, por muitas vezes a jovem levou comida até a vila faminta dos ingleses, avisou o capitão sobre o ataque dos índios à vila e fez de tudo para agradá-lo. Ao contrário do que se esperava J. Smith não se casa com a princesa e volta para a Inglaterra.
Em 1614 Pocahontas aceita a fé cristã e passa a se chamar Rebeca e casa-se com o plantador de tabaco John Rolfe. Dois anos depois (1616)  ela viaja para a Inglaterra e morre tentando voltar para a América.
Como pode se ver, de início a adaptação da história é fiel aos acontecimentos reais, entretanto, o fim levado pela princesa não seria um final feliz ideal, sendo dessa forma modificado quase que totalmente, mas mesmo assim a animação se tornou uma linda forma de reconstruir a história de uma nativa americana com uma vida incomum cheia de aventuras.


Os três Porquinhos
A história original não tem tanta diferença da mais famosa. O logo apenas sopra as duas primeiras casas, e os dois primeiros lobos não escapam, e viram alimento do lobo. Até que ele chega no ultimo e tenta seduzir o porco com várias guloseimas. O porco era muito esperto e disse que não queria incomodar. O lobo ficou chateado, até que viu um escada encostada na parede da casa do porco e decidiu subir e entrar pela chaminé. O lobo não pensou nas consequências, e quando pulou dentro caiu em uma panela que o porco havia colocado para ferver.
Assim, o lobo e os outros dois porcos que ainda estava no estômago dele viraram jantar do porco. A moral seria não ceder a tentação, crescer e ser inteligente, ou então morra.

A Princesa e o Sapo

No conto dos irmãos Grimm, a história tem o nome de o príncipe rã ou Henrique de Ferro.
Há muito tempo, vivia um rei que tinha filhas muito belas. A mais nova era incrivelmente linda. Nos dias quentes, ela gostava de ficar perto de um lago, que ficava em um grande bosque perto do reino. Quando se irritava, ficava jogando sua bola de ouro – Seu brinquedo favorito. Um dia, deixou a bola cair na lagoa, e ficou muito triste, pois a lagoa era muito funda, e começou a chorar. Um sapo aparece, e promete resgatar a bola para a princesa, se esta deixasse que ele fizesse companhia á ela.

Ele resgata a bola, mas a princesa foge, não querendo um sapo como “amigo”. Este fica para trás, já que não corre tão rápido, mas no outro dia aparece na porta do reino. O rei questiona o que acontece, e quando a princesa explica, o rei Diz que ela tem que cumprir suas promessas, mandando o sapo entrar.
Até então, segue a linha da história original, tirando o fato de que o sapo pede para ser companhia da princesa, e não um beijo...
Bem, o sapo pede as coisas e sempre fica com ela. Então, ele pede para dormir na cama de seda dela – A princesa fica com raiva do sapo, que continuava a falar, e então taca o sapo na parede (Não, você não leu errado, haha).
Quando o sapo caiu no chão, em seu lugar estava um belo príncipe. Ele e a princesa estavam noivos e aquele blá, blá blá todo. O príncipe disse que no outro dia (Depois que a princesa o “agride”), iriam todos para o reino dele.

Chegou a carruagem, e atrás dela estava o jovem escudeiro do rei, Henrique. Ele havia sido tão desgraçado quando seu senhor foi transformado em sapo, que colocou três faixas de ferro rodeando seu coração para se caso estalasse de pesar e tristeza. Enrique os ajudou a subir na carruagem, feliz, e no caminho o príncipe escutou um ruído atrás dele, como se algo estivesse quebrando, e pensou que fosse a carruagem. Mas na verdade, era uma das faixas do coração dele. No caminho, o ruído se repetiu duas vezes. O príncipe pensou que era a carruagem se rompendo novamente, mas eram as faixas se desprendendo do coração de Henrique, pois seu senhor estava livre e feliz.
P.S: Eu fiz um bom resumo da história do site.


Alice no país das Maravilhas

você sabia que uma das histórias mais famosas de hoje em dia surgiu com destino de critica á um reino? Por exemplo: o Coelho branco simbolizava uma crítica ao reino da rainha Vitória e seu governo sem liberdade,e o nome verdadeiro foi mudado,de “Underland” para “wonderland” e em português significava subterrâneo e não maravilhoso.
Fonte: Revista atrevidinha antiga. Parei de ler faz um tempo, mas eu me lembrei da matéria, hahá.

Extra: História negra de Alice no país das maravilhas. 
A história de Alice é, na realidade, triste. Lembrem-se que os grandes contos de fadas são de outra época, a realidade era diferente e os valores extremamente conservadores. Então, ter uma filha esquizofrênica era considerado uma aberração, um crime. Os pais de Alice decidiram deixa-la em um sanatório, e ela permanecia, na maior parte do tempo, dopada. Quando não estava sob efeito de remédios, era violentada pelos funcionários. A menina tinha apenas 11 anos.
Cada um dos personagens e objetos da história, tem a ver com um desejo ou experiência de Alice.

O buraco pelo qual ela entra no País das Maravilhas, é, na verdade, uma janela de seu quarto, onde ficou presa durante toda a vida, pela qual ela desejava sair e conhecer o mundo à sua volta.
O coelho branco, para ela, representava o tempo. Aquele tempo que ela desejava que passasse logo, para que um dia ela pudesse sair daquele lugar. O tempo que ela via passar tão rápido, porém tão lento…
O Chapeleiro Maluco, era outro interno, seu melhor amigo. Alguém que deixava sua vida no hospital menos amargurada, com quem criava várias teorias de como seria a vida lá fora. O rapaz, em realidade, sofria de Síndrome Bipolar, por isso a personalidade do Chapeleiro na história, o mostrava ora alegre, ora depressivo, ora calmo, ora irritado.
A Lebre, companheira do Chapeleiro, era a menina que dividia o quarto com ele. Ela sofria de depressão profunda, e todas as vezes que Alice teve contato com ela, encontrou-a num estado de terror e paranoia.
O gato de Cheshire: um dos enfermeiros, em quem Alice confiou, mas acabou por enganá-la e violenta-la. O sorriso do gato, aquele que é tão marcado, era na verdade o sorriso obscuro que seu agressor abria, cada vez que lhe abusava, e a deixava jogada em um canto de sua acomodação, derrotada, triste e ofuscada.

A Rainha de Copas: a diretora do sanatório. Uma mulher má e desprezível, que não sentia sequer um pingo de compaixão para com os enfermos que estavam sob seus cuidados. Era a favor da terapia de choque e da lobotomia, e por diversas vezes ordenava que os funcionários espancassem, sedassem e prendessem em jaulas os enfermos que apresentavam comportamento que não lhe agradavam.
A Rainha Branca: sua mãe, uma mulher nobre e terna, que sofreu na pele o preconceito de ter uma filha doente, tendo que abandonar a menina em um sanatório, e nunca mais voltar a vê-la. As vagas lembranças que Alice possuía, era de momentos com sua mãe, e o motivo dela pensar que o mundo fora dos muros do hospital era um lugar melhor, era saber que a mãe estava lá, em algum lugar, para lhe cuidar.
Os Naipes: enfermeiros do hospital, apenas seguindo ordens o dia inteiro.
A Lagarta Azul: sua terapeuta, aquela que lhe dava as respostas, que lhe explicava o que acontecia e com quem ela conversava.
Tweedledum e Tweedledee: gêmeos siameses órfãos, que também estavam no hospital. Embora não possuíssem nenhum problema mental que justificasse sua internação, a aparência que tinham era assustadora, por isso foram reclusos.
O Rei de Copas: o médico psiquiatra do hospital. Alguém com complexo de inferioridade, que era incapaz de se opor às ordens da diretora.
Os frascos “Coma-me” e “Beba-me”: as drogas que lhe davam. Por serem extremamente fortes, por várias vezes Alice tinha sensações diferentes e alucinações, bem como se tivesse encolhido ou aumentado de tamanho.

Tudo isso foi criado pela menina como se fosse um mundo paralelo. Uma realidade menos dolorosa daquela em que vivia. Ela já não podia suportar aquele local e tudo o que acontecia com ela ali dentro, então resolveu usar de sua imaginação infantil para amenizar a dor e o sofrimento. A irmã mais velha de Alice, é na verdade uma enfermeira do hospital, a quem a pequena era muito apegada. A enfermeira tinha um diário e nele anotava todas as histórias que Alice criava em sua mente. Todos os dias a enfermeira ia até o quarto da menina e ouvia seus desabafos e as aventuras que criava em sua mente. Sem deixar de anotar uma palavra sequer.

Infelizmente, Alice executa uma tentativa de fuga. Ela não obtém sucesso, e acaba detida pelos funcionários. A diretora furiosa, manda que espanquem a garota e apliquem a terapia de eletrochoque, para que nunca mais volte a se repetir. Após o castigo, Alice torna-se agressiva e violenta, ao ponto da diretora decidir que a única saída para ela, seria a lobotomia.

Alice viveu por muito tempo em um estado de “coma”. Ela nunca mais viveu, sorriu, tampouco falou. Devido a isso, teve seu corpo devastadoramente abusado, tanto, que acabou por ter hemorragia interna devido à violência empregada em um ato de estupro, e veio a falecer.
A enfermeira que escrevia suas histórias em um diário acabou por se afastar do sanatório, e Alice foi imortalizada como a menina sonhadora que viveu aventuras incríveis no País das Maravilhas.
FONTE: MEDO B

E então, o que acharam? Está ultima é uma versão, e eu a achei, no minimo, interessante e até coerente.
Até a próxima!

Por Isadora Ortega

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